← Guias

Guia Sanctuary

Estudo guiado: o que é uma sessão no Reader

Entenda como o estudo guiado define uma sessão de leitura no Reader, com análise estática do documento e engajamento por seção.

Atualizado
estudo-guiadoreadersessaomarkdownestudo

Neste guia
  1. Definição curta
  2. Quando a sessão começa
  3. O que faz parte de uma sessão
  4. Por que a análise é estática
  5. Quando uma seção qualifica para estudo guiado
  6. Quando o .md está mal estruturado
  7. O que fazer em cada cenário
  8. Casos que parecem erro, mas não são
  9. Regra editorial para recuperar um .md ruim
  10. O que acontece durante a sessão
  11. Quando a sessão termina
  12. Persistência local: retomada, não inteligência
  13. O que uma sessão não é
  14. Frase pronta para usar na documentação
  15. Consequência de design

Definição curta

No estudo guiado, uma sessão é o ciclo de leitura guiada de um documento Markdown específico aberto no Reader. Ela combina duas coisas:

  • a análise estática da estrutura do documento carregado naquele momento;
  • o estado de engajamento do leitor enquanto ele percorre as seções.

Em outras palavras, sessão não é uma conversa aberta com o produto nem uma memória global do usuário. Sessão é o recorte de trabalho do estudo guiado sobre um documento concreto.

Quando a sessão começa

Uma sessão começa quando três condições já estão satisfeitas:

  1. existe um documento carregado no Reader;
  2. esse documento já foi renderizado em HTML;
  3. o usuário ativa o estudo guiado.

Nesse ponto, o estudo guiado lê a versão atual do documento e monta sua estrutura de trabalho. Ele identifica as seções, gera as perguntas heurísticas e cria o mapa inicial de engajamento por seção.

O que faz parte de uma sessão

Dentro de uma sessão, o estudo guiado passa a operar sobre um conjunto estável de elementos:

  • a lista de seções detectadas a partir dos headings do documento;
  • a posição de cada seção no todo, como abertura, meio ou fechamento;
  • sinais estruturais de cada seção, como listas, blocos de código, termos em negrito e blockquotes;
  • as perguntas de previsão, questionamento e conclusão geradas para cada seção;
  • o progresso do leitor em cada etapa;
  • as notas produzidas durante a leitura;
  • o Mapa de Compreensão gerado ao final do percurso.

Na prática, a sessão é o encontro entre o esqueleto do documento e as ações do leitor sobre esse esqueleto.

Por que a análise é estática

O estudo guiado não interpreta semanticamente o documento como um modelo de linguagem faria. Ele usa análise estática da estrutura renderizada do Markdown.

Isso significa que o estudo guiado olha para características como:

  • títulos H2 e H3;
  • posição relativa da seção no documento;
  • presença e quantidade de blocos de código;
  • presença de listas ordenadas ou não ordenadas;
  • quantidade de itens em listas;
  • termos destacados em negrito;
  • presença de citações;
  • um trecho curto de texto para representar a seção.

Com base nisso, ele escolhe templates de perguntas. A pergunta muda conforme a estrutura detectada, não conforme uma compreensão semântica profunda do conteúdo.

Quando uma seção qualifica para estudo guiado

Ter um heading não é suficiente. Para uma seção virar unidade do estudo guiado e exibir o gatilho “Ativar estudo”, ela precisa também ter corpo mínimo capaz de sustentar pelo menos uma das três fases:

  • Previsão (anchor): seção com pelo menos 40 palavras;
  • Questionamento (friction): seção com sinal estrutural (lista, bloco de código ou termo em negrito), conector adversativo na prosa, ou ao menos 120 palavras;
  • Conclusão (synthesis): seção com 2 ou mais parágrafos, ou ao menos 80 palavras.

Se nenhuma fase é detectável, a seção continua visível no Reader e no TOC, mas não entra no estudo guiado. Esse filtro evita “Ativar estudo” em headings vazios ou com uma única frase, onde não há material para a pergunta socrática operar.

Quando o .md está mal estruturado

O estudo guiado é tolerante a Markdown imperfeito, mas ele não corrige a estrutura do documento. Ele apenas trabalha com a hierarquia que encontra.

A regra prática da implementação atual é:

  • H1 funciona como título do documento, não como unidade de seção do estudo guiado;
  • H2 abre uma seção principal candidata;
  • H3 abre uma subseção candidata;
  • H4, H5 e H6 não viram seções do estudo guiado;
  • sem H2 ou H3, não existe sessão seccional para estudo guiado, cards e TOC;
  • mesmo com H2/H3, a seção só vira unidade de estudo se atender ao critério de fase descrito acima.

O que fazer em cada cenário

CenárioComo o produto se comportaO que fazer
Apenas H2Funciona bem. O estudo guiado trata cada H2 como seção principal.Pode manter assim. Só adicione H1 se quiser um título explícito para o documento.
H1 e depois H2Este é o cenário mais saudável. H1 nomeia o documento e H2 organiza a sessão.Tratar como estrutura recomendada.
Apenas H1O Reader renderiza o texto, mas estudo guiado, cards e TOC não detectam seções. A apresentação cai em fallback de slide único.Adicionar H2 ou H3 para dividir o documento.
H1 e depois H3, sem H2O sistema ainda detecta seção, mas a hierarquia fica degradada: o H3 vira subseção sem pai lógico.Promover esse H3 para H2 ou inserir um H2 pai.
H2 e depois H4, pulando H3O H4 continua visível no Reader, mas não abre uma nova seção para estudo guiado, TOC ou slides.Se essa parte precisar ser navegável, promover H4 para H3.
H4, H5 ou H6O texto renderiza, mas a experiência orientada por seção praticamente não existe.Promover os títulos estruturais para H2 ou H3.
Texto introdutório antes do primeiro H2 ou H3O conteúdo aparece no Reader, mas fica fora do modelo de sessão. Não vira bloco próprio no estudo guiado.Se a introdução precisar entrar no fluxo do estudo guiado, criar uma seção como ## Introdução.
H2 ou H3 repetidos com o mesmo textoO sistema evita colisão de IDs internamente, então não quebra. Mesmo assim, TOC, mapa e notas ficam ambíguos para o leitor.Renomear headings repetidos para que cada seção tenha uma função clara.
Heading tecnicamente válido, mas mal redigido, como “Mais”, “Coisas”, “Parte 2”O estudo guiado funciona, mas gera perguntas piores e produz um mapa menos informativo.Reescrever o heading para nomear a intenção real da seção.
H2 ou H3 com corpo curto (uma frase, sem listas/código/negrito)A seção aparece no Reader e no TOC, mas não vira unidade do estudo guiado: “Ativar estudo” não é exibido.Expandir o corpo até atingir um dos limiares de fase, ou agrupar com a seção vizinha.

Casos que parecem erro, mas não são

Do ponto de vista do estudo guiado:

  • um documento com apenas H2 não está malformado;
  • um documento com H1 seguido de vários H2 é o formato ideal;
  • H3 só faz sentido quando realmente representa uma subdivisão de uma seção maior;
  • uma seção com heading mas sem corpo suficiente não exibir “Ativar estudo” não é bug — é o filtro de qualificação evitando perguntas vazias.

O problema começa quando a hierarquia visual do autor não coincide com a hierarquia estrutural que o produto consegue usar.

Regra editorial para recuperar um .md ruim

Se o documento chegou desorganizado, a correção mais segura é:

  1. garantir um título geral em H1, quando fizer sentido;
  2. transformar cada bloco principal do texto em H2;
  3. usar H3 apenas para subdivisões reais dentro de um H2;
  4. promover H4+ para H3 quando eles precisarem aparecer no fluxo de leitura;
  5. criar um ## Introdução se existir abertura solta antes da primeira seção;
  6. trocar headings vagos por headings que digam o tema ou a função da seção.

O que acontece durante a sessão

Depois de ativado, o estudo guiado organiza a leitura seção por seção. Cada seção pode atravessar fases como:

  • anchor: provocação antes da leitura;
  • reading: seção liberada para leitura;
  • friction: pergunta de atrito cognitivo;
  • synthesis: registro da conclusão do leitor;
  • done: seção concluída dentro da sessão.

Essas fases pertencem à sessão porque são o estado vivo da interação do leitor com aquele documento.

Quando a sessão termina

Do ponto de vista do produto, a sessão deixa de valer como contexto ativo quando o documento muda ou quando o fluxo de leitura é abandonado. Trocar o documento significa iniciar outro contexto de sessão, porque a estrutura analisada já é outra.

Desativar o painel do estudo guiado não precisa encerrar a sessão. Na implementação atual, o estado pode ser retomado localmente ao reabrir o modo para o mesmo documento.

Persistência local: retomada, não inteligência

Existe um ponto importante aqui: o fato de o estudo guiado salvar estado localmente não muda a definição de sessão.

Persistência local serve para retomar o andamento de leitura de um documento. Ela não transforma o estudo guiado em um sistema com memória interpretativa entre documentos, nem em um agente que aprende semanticamente com sessões anteriores.

Uma forma prática de descrever isso é:

O estudo guiado pode reabrir o estado de uma sessão, mas continua operando sobre a análise estática do documento atual.

O que uma sessão não é

Uma sessão no estudo guiado não é:

  • uma conta de usuário;
  • um histórico global de tudo o que a pessoa já leu;
  • uma análise semântica profunda do texto;
  • um chat contextual com o documento;
  • uma memória compartilhada entre documentos diferentes.

Essa distinção é importante porque o estudo guiado foi desenhado para ser local, previsível e barato: ele reage à estrutura do Markdown e ao engajamento do leitor, não a um backend de interpretação.

Frase pronta para usar na documentação

Se precisar de uma definição curta para produto, spec ou README, esta formulação é a mais fiel:

Uma sessão de estudo guiado é o ciclo de leitura guiada de um documento Markdown específico aberto no Reader, construído a partir de uma análise estática da estrutura do documento e enriquecido pelas interações do leitor seção por seção.

Consequência de design

Definir sessão dessa maneira traz três implicações diretas para o produto:

  • o estudo guiado depende de documento estruturado em seções, não de texto solto;
  • mudar o documento implica nova análise estrutural;
  • o valor do estudo guiado está menos em “entender o texto” e mais em organizar um ritual de leitura ativa sobre a estrutura que o autor já forneceu.